Presídio de Bangu terá cães farejadores de celulares.
Ou é de idiotas, ou é para idiotas.
domingo, 30 de março de 2008
sábado, 29 de março de 2008
O Terceiro Mundo
os Monty Python no fime O Sentido da Vida. Como dizer verdades terriveis em forma de comédia musical.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Sangue Negro

Agora sim. Estréia amanhã o filme Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson,no Cine Ritz do qual ja falamos alguns dias atrás (ver marcadores).
Candidato ao Oscar em 8 categorias(ganhou apenas o premio de melhor ator e fotografia), o filme deve ser assistido por se tratar de uma obra única. Um filme ambicioso e desmesurado, é daqueles trabalhos que deixam o espectador fascinado e ao mesmo tempo, incomodado.
Assim como alguma vez Coppola, Scorsese e outros grandes diretores nos bateram a cabeça com seu talento e originalidade, Paul Thomas Anderson pode se inserir nessa categoria de artistas que não pretendem apenas mostrar. Sangue Negro é o tipo de filme que, gostando ou não, ficam no nosso pensamento até depois de sair do Shopping.
Recomendação: não esperem pra assistir o filme em dvd. Lhes garanto que não será a mesma coisa.
quarta-feira, 26 de março de 2008
campanha "agora vão ver o que é bom"

Procuradoria do Município. Câmara Legislativa. Tribunal de Contas. Justiça Estadual. Nem essas nem outras instituições, concebidas para controlar o acionar da gestão pública, conseguiram enxergar o que a justiça federal viu: corrupção e incompetência na utilização do dinheiro público. Se recursos federais não estivessem envolvidos no assunto, Mocaiber ainda estaria sentado na cadeira do prefeito- onde ela estiver.
Não tenho a intenção de discutir se foi por conivência ou miopia que o sistema de contrapesos falhou, embora tenha certeza de qual foi. Mais importante do que isso é pensar o motivo pelo qual uma prefeitura onde o dinheiro chove está no estado em que se encontra. E acho que encontrei a causa.
Não são os políticos ineptos e populistas, não são as instituições corrompidas e nem a pouca instrução do povo. A verdadeira razão da ruína de Campos é justamente o dinheiro dos royalties.
Pois é muito dinheiro. Milhões e milhões que a cada mês a Petrobrás deposita nas contas municipal. Como um pai carinhoso, rico e leviano, a petroleira entrega uma mesada absurda a seu filho levado e irresponsável para que faça com ela o que bem entender. O que poderíamos esperar que a criança fizesse com ele, um plano de investimento em longo prazo?
Não é apenas um defeito local. Os paises membros da OPEP, o clube dos maiores produtores de petróleo do mundo, possuem índices de desenvolvimento humano vergonhosos, incompatíveis com a riqueza produzida. Também não é novo: a Espanha do século XVI, possuidor de um continente novinho em folha, cheio de ouro e prata, nunca soube administrar com inteligência todos esses recursos, e acabou enfraquecida e endividada pouco tempo depois.
Eu proponho: acabemos com essa praga dos royalties. Façam com eles o que bem entender, em outro lugar.
Podem dividir a grana entre todos os municípios do estado, ou melhor, do país. Podem até fazer uma espécie de loteria, o bolão dos royalties, onde a cada mês uma cidade levasse o dinheiro através de sorteio. Poderia até se fazer uma competição para ver como o aplicam, e que a vencedora ficasse recebendo por mais um tempinho, digamos seis meses.
Afinal, essa historia de que a bacia se encontra no território do município não deixa de ser uma abstração. Uma interpretação diferente, sustentando que o território marítimo pertence a todos os brasileiros, seria tão ou mais válida do que aquela.
Se não sabemos nos administrar na riqueza, talvez saibamos nos administrar na carência. Da necessidade nasce a criatividade, e assim como dizem que a economia é a arte de administrar recursos escassos, a administração de recursos fartos deve ser a deseconomia, o que não sei bem que será, mas deve ser parecido ao que se faz na Prefeitura desde que somos o Riquinho dos municípios, o filho malcriado da Petrobras.
terça-feira, 25 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
A Toyota aguarda
Está sendo veiculada na tv uma chamada comercial do novo Toyota Corolla "O mundo vai acordar diferente. Vem ai o Novo Corolla".
Nas paginas especializadas comenta-se que o lançamento oficial do carro estaria marcado para o dia 28 de março.
A Toyota não esclarece o porquê da escolha dessa data, mas nós campistas agradecemos que tenham escolhido o aniversário de nosso município. Afinal, sabemos que poucas cidades lhes deu tantas satisfações à marca nipona como a nossa .
Nas paginas especializadas comenta-se que o lançamento oficial do carro estaria marcado para o dia 28 de março.
A Toyota não esclarece o porquê da escolha dessa data, mas nós campistas agradecemos que tenham escolhido o aniversário de nosso município. Afinal, sabemos que poucas cidades lhes deu tantas satisfações à marca nipona como a nossa .
sábado, 22 de março de 2008
pizza comigo - Alfredo Casero
Fiz a legenda deste clip ano passado, para uma amostra no Sesc. Surrealismo argentino.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Ranking cruel

A revista Maxim escolheu as cinco mulheres menos atrativas do espetáculo, e fez um simpático comentário sobre cada uma delas:
1- Sarah Jessica Parker, "Como diabos conseguiu ser a menos sexy de um grupo de mulheres menos sexys e continuar sendo a estrela de um seriado com a palavra sexo em seu título?"
2- Amy Winehouse, "sua pele translúcida, seu cabelo parecido com um ninho de ratos e uns cílios que parecem morcegos colados cirúrgicamente"
3- Sandra Oh, do seriado Greys Anatomy, "doutora magricela, com seus frios modos e seu aspecto de garoto"
4- Madonna, "é Wilhem Dafoe com menopausa"
5- Britney Spears, "Há cinco anos que perdeu sua habilidade para atuar, mas ganhou dois filhos, dois ex maridos inúteis e ao redor de 10 kilos de gordura"
Quem criou esse ranking não foi um homem heterossexual, com certeza. É muita maldade. Mas com uma coisa concordo: Sara Jessica Parker é feia mesmo.
terça-feira, 18 de março de 2008
minhas grandes tribulações
Percebei que o rio Paraíba subiu sua cota rapidamente nestes últimos dias. Me pergunto se isso não afetaria o escoamento pluvial caso a cidade receba uma tromba dagua...
sexta-feira, 14 de março de 2008
Trailer de CQC
Um adianto do que será CQC - Custe o Que Custar, segunda 22:15 (justinho depois da novela da Globo) pela Band. O visual, a logo, a mosca e até o cenário é semelhante ao original argentino. Também a agilidade na edição e a rapidez dos jornalistas (ver post anterior). O programa promete.
catarse no escuro

Depois de uma semana conturbada, na qual a política local nos encheu de emoções, não é má idéia dar uma escapada pro cinema e asistir alguns assassinatos.
No cine Ritz se destacam dois filmes. Um deles é Onde os Fracos não tem Vez. Já falamos sobre ele (ver post embaixo). Embora tenha criticado o tom moralista e didático, trata-se de uma das melhores opções para ver, depois de Senhores do Crime, de David Cronenberg.
Cronenberg (quem fez o excelente Marcas da Violência, seu filme anterior) volta a mostrar o mundo da máfia e pousar nele suas obsessões acerca da ambigüidade e a transformação. Essa foi uma constante em sua obra, que tem seus destaques em A Mosca, Irmãos Inseparáveis e M. Butterfly e que logo derivou num trabalho bastante pessoal e duro de assistir (Naked Lunch e Spider). Mas é a partir da realização dos trabalhos “por encomenda”, os citados Marcas da Violência e Senhores do Crime, que Cronenberg dirige tendo um pouco mais de consideração com aquele espectador que não é tão doente quanto ele. Isso não significa que esteja renunciando às suas celebres cenas escabrosas. Senhores do Crime as tem, mas na dose certa.
O resto da carteleira não presta. Aguardo ainda a estréia de Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson.
quarta-feira, 12 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
CQC - vocês vão lembrar desse nome

Me surpreendi gratamente ontem lendo o anuncio do lançamento do programa CQC (Custe o que Custar) pela Band, no proximo dia 17.
O programa deriva do CQC argentino(Caiga Quien Caiga)da produtora Cuatro Cabezas, cujo formato já foi exportado com sucesso para Chile, Espanha, Itália e França. Trata-se de um telejornal semanal que oferece uma visão cínica e bem humorada da atualidade política e cultural.
Os jornalistas costumam fazer matérias onde, na base da esperteza, conseguem entrevistar personalidades sem poupar assuntos ríspidos. Aliás, só fazem esse tipo de perguntas. Muitos podem achar que se trata de uma especie de Pânico na TV, mas na realidade vai muito além disso. O enfoque é jornalistíco, mas o olhar e mordaz.
A versão brasileira será conduzida por Marcelo Tas.
domingo, 9 de março de 2008
The Office - de perto, ninguém é normal

Nada contra as historias de heróis desconhecidos, ou de ilhados cheios de mistérios que não se resolvem. Mas não tenho assistido nada melhor em termos de seriados do que The Office, a demonstração fáctica da frase de Caetano.
Existem duas versões da serie: a americana e a inglesa. A inglesa é a versão original, criada por Ricky Gervais, que a protagoniza. A americana é uma adaptação muito bem sucedida estrelada por Steve Carrell, ou cara de Virgem de 40 anos.
Falso reality show que mostra as atividade de um escritório de venda de papel, o seriado possui um peculiar senso de humor baseado no embaraço e na autoconsciência dos personagens que, se sabendo vigiados, tentam mostrar o melhor de si mesmos. Mas a personalidade de cada um deles não resiste à correção política e a simulação. Reparem nos depoimentos à câmera (uma espécie de confessionário): e ali onde se ouvem as mais absurdas declarações, sob a forma de grandes verdades.
Eu prefiro a versão americana. Steve Carrell como o chefe é simplesmente maravilhoso. O cara chegou ao comando por sua capacidade em vendas, mas como o líder da sucursal Dunder-Mifflin (nome da empresa fictícia) cumpre a risca o famoso Principio de Peter, aquele que disse que cada funcionário será promovido até chegar a seu patamar de incompetência. O personagem é tão interessante que não pode ser reduzido apenas ao conceito de idiota (embora o seja). Ele é egocêntrico, metido a engraçado e possuidor de uma autoconfiança a toda prova, mas também é um pobre diabo que o que mais quer é que os seus funcionários gostem dele. Carrell é capaz de nos fazer rir com apenas olhar pra câmera.
A Record começou a passar The Office (versão US) este ano, mas desistiu depois da primeira temporada. Imagino que a dublagem deve ter ajudado a isso. O canal de cabo FX a exibe a 4ta temporada segunda, às 21:00h, mas a reprisa a semana toda. Na Internet também é possível conseguir os capítulos.
sábado, 8 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
a fama dos argentinos I
O Globo acompanha a viagem da familia Klink pelo atlântico austral. O barco faz escala nas Ilhas Malvinas ou Falklands. O diário de a bordo de Tamara, Laura e Marininha Klink conta as impressões das moças nesse lugar distante:
Laura... As praias nas Falklands são interditadas com cercas. Houve uma guerra em 1982, e os argentinos colocaram minas explosivas de plástico nas praias e ninguém sabe onde elas estão. Para não correr riscos, foram colocadas cercas de arame-farpado com placas indicando as áreas onde ninguém pode entrar”.
Tamara: “Os argentinos perderam a guerra. A guerra terminou e em vez de os argentinos dizerem onde estavam as minas plásticas, eles disseram que tinham perdido o mapa, como vingança.”
Laura... As praias nas Falklands são interditadas com cercas. Houve uma guerra em 1982, e os argentinos colocaram minas explosivas de plástico nas praias e ninguém sabe onde elas estão. Para não correr riscos, foram colocadas cercas de arame-farpado com placas indicando as áreas onde ninguém pode entrar”.
Tamara: “Os argentinos perderam a guerra. A guerra terminou e em vez de os argentinos dizerem onde estavam as minas plásticas, eles disseram que tinham perdido o mapa, como vingança.”
quinta-feira, 6 de março de 2008
D'oh!

Do Clarin:
PROFESSOR DA HISTORIA DA ARTE AFIRMA QUE OS SIMPSONS FAZEM PARTE DA LITERATURA UNIVERSAL
O Professor de Historia da arte da Universidade de Frankfurt Henry Keazor afirma que o famoso seriado de televisão Os Simpsons tem se convertido em parte da literatura universal, o que justifica que se lhe dedique hoje um ato no Festival Literário de Colonia, Alemanha.
“Em certa medida, Os Simpsons já fazem parte da literatura universal e são um fenômeno vá alem do genero de seriado de tv”, disse Keazor numa entrevista com a pagina web da Radio Televisão do Oeste de Alemanha.
Segundo o experto, as inúmeras citações e paródias inseridas no seriado dão “alimento intelectual aos historiadores da arte”
CINEMA - ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ

Ia escrever uma crítica sobre Onde os Fracos não tem Vez, mas acabei de ler esta matéria do crítico argentino Leonardo D Espósito, que me poupou o esforço, pois bate exatamente como que penso dos Irmãos Coen (apenas não coincido numa coisa: não achei o trabalho de Javier Bardem nada espectacular. Entendo, como ouvi por ai, que ganhou um Oscar graças a seu penteado de dona de casa da década de cinquenta)
Auto ajuda para um tempo tenebroso
A historia deriva do gênero noir; a iconografia e a do faroeste adaptado aos tempos modernos; os personagens e muitas situações misturam a ironia violenta com a admoestação. A mescla funciona a meias.
Clave em tudo isto é a atuação de Tommy Lee Jones. Suas frases combinam piadas irônicas acerca da policia, com reflexões sobre o passo do tempo e o sentido do bem e do mal. Estas ponderações soam a comida pré digerida, quase a manual de autoajuda. Como costuma acontecer ainda nos seus melhores trabalhos, os Coen precisam mostrar que são eles e somente eles os que definem cada plano, os que não permitem que respirem com a imprevisão e o azar. Alem disso, contagiam-se de um mal constante no cinema contemporâneo, aquele que indica que um filme é uma coisa inútil se não deixa uma mensagem para o público.
Então afunda-se o que até um determinado momento foi um caminho sinuoso mas percorrido a velocidade das balas, com cenas de violência e suspense extraordinárias (o ataque dos homens sem rosto em plena planície com caes ferozes incluídos; a fuga do personagem de Josh Brolin do motel no primeiro encontro com o assassino; o enfrentamento de ambos numa rua obscura e temível). Em primeiro lugar, o crescendo de violência e a acumulação de cadáveres resta importância a cada morte. Segundo, os diálogos que combinam o sarcástico com o filosófico ou o trágico resultam, para o espectador, literários demais. Não bastam os sotaques do interior texano que logram Harrelson ou a pobre esposa interpretada por Kelly MacDonald: nota-se ali que alguém está detrás da câmera marcando como deve se dizer cada frase para que tudo fique claro.
Perto do fim, Tommy Lee Jones acorda de um pesadelo em que estava com seu pai – policial também – e o conta para sua mulher. Funciona da mesma forma que o relato sobre o objeto voador que fecha com um toque absurdo O Homem que não estava lá, outro filme-ensino dos Coen sobre como o Mal –com maiúsculas- se apropria de nosso mundo. Os Coen inserem estas declarações finais como Samaniego suas morais, atrelando o sentido do filme e evitando que o espectador se faça questionamentos ou pense por si próprio no que acabou de assistir. Os Coen tratam ao público como o assassino trata a esses pobres coitados que o ajudam no caminho: como ingênuos ignorantes que acabam com uma mensagem contundente atravessada no cérebro.
Falou bonito. Para mim, o cinema dos Coen funciona melhor quando falto de pretensões. São comêdias como E Ai Irmão, Cadê Você ou Arizona Nunca Mais as que mostram melhor o talento dos irmãos com a câmera, a música e a locura.
quarta-feira, 5 de março de 2008
SE ME TIVESSE FALADO ANTES...
O Diário, 5 de março de 2007, painel diário:
"O histórico de Claudecir Francisco é rico em decisões parecidas como a que acaba de tomar. De opositor ele passa a caminhar com Mocaiber."
Fraco favor fez o jornal em não alertar oportunamente a Garotinho sobre o histórico de Claudecir Francisco.
"O histórico de Claudecir Francisco é rico em decisões parecidas como a que acaba de tomar. De opositor ele passa a caminhar com Mocaiber."
Fraco favor fez o jornal em não alertar oportunamente a Garotinho sobre o histórico de Claudecir Francisco.
terça-feira, 4 de março de 2008
Teste seu conhecimento I

O QUE DISSE CLAUDECI AO PASSAR DO PMDB PRO GOVERNO MOCAIBER?
1 - “Me passei pro Mocaiber pois entendo, como Antonio Gramsci,que as ideologias devem ser vistas como respondendo as necessidades concretas de uma conjuntura histórica.
Penso que o socialismo do PSB é a esperança, ao contrario do que pensava Ludwig von Mises, que definiu o socialismo como sendo um sistema econômico em que um indivíduo ou grupo de indivíduos de uma sociedade controla todos os outros indivíduos através da coerção e compulsão organizada.”
2 - “Me passei pro governo de Mocaiber porque era muita grana, bicho, não tem como recusar. E eu comecei a achar que Garotinho não tem mais chance de voltar ao Governo.”
3 - “Me passei pro Mocaiber porque tenho assistido no PMDB a uma pancadaria sem fim, que me envergonha, que ninguém mais agüenta dentro de Campos. Me envergonha o uso raivoso da palavra “ladrão”, sem provas, só pelo poder. Quem acusa é que tem que provar.”
4 - “Me passei pro Mocaiber porque, afinal de contas, o povo é tão burro que vota em qualquer safado, não importa o partido político.”
segunda-feira, 3 de março de 2008
Critica de la Argentina

Finalmente foi lançado na Argentina o jornal Critica.
Seu estilo gráfico não surpreende, embora seja de fácil leitura. Muitas páginas em PB. Assim como com o Pagina 12 quando Lanata era o diretor, o tom será de denuncia e de jornalismo investigativo. Uma das novidades da pagina web do jornal está lá embaixo: aparecem todas as folhas em thumbnail, e clicando em elas promete se ver a matéria em que o jornalista está trabalhando para a edição do dia seguinte. Vamos ver como funciona.
Num fato inédito pela gentileza, o diretor do jornal Perfil, Jorge Fontevecchia, escreveu uma coluna saudando o novo lançamento e lembrando a dificuldade que significa editar um periodico:
"Lançar um jornal é uma das obras mais complexas a realizar, já que uma vez que o conteúdo está pronto não se trata apenas de apertar um botão de um console para o público o receber; a tarefa está só começando para os gráficos, que devem imprimir milhões de quilômetros de papel, para depois transportar toneladas de exemplares. Só as páginas desta edição do jornal que o leitor tem em suas mãos, coladas uma a uma pelo seu lado mais curto, ocupam 26 metros de comprimento, e todos os exemplares somados, mais de dois mil quilômetros de folhas, que pesam 100 toneladas, que sobem a centenas de caminhões e aviões para chegar a 17.000 bancas de todo o pais."
Jornal Critica
domingo, 2 de março de 2008
Gabeira

Leio hoje no jornal que Fernando Gabeira poderia disputar a prefeitura do Rio.
Deve ter sido a notícia mais feliz do dia. Não sei quais são as chances reais de vencer, nem sei ainda se sua proposta de candidatura vai prosperar. Mas reconforta saber que existe uma pessoa como ele entre os elegíveis. Que há uma opção.
Um candidato que disse que o prefeito não pode resolver tudo sozinho, que é necessário mudar o comportamento social para fazer uma cidade melhor, já é uma surpresa. Geralmente, quando na fase de campanha, o postulante parece saber todas as soluções, e promete pouco menos que a felicidade eterna se for eleito.
Acho meio utópico que Gabeira algum dia seja o prefeito do Rio, ou que possa ter algum tipo de cargo administrativo. Mas ainda assim invejo aos cariocas neste momento, pois agora tem alguem em quem sonhar. Alguém que não trata o povo como uma massa de infradotados, ou que faz barulho apenas para aguardar uma cooptação proveitosa.
O Rio de Janeiro está começando a ficar mais distante.
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