terça-feira, 29 de julho de 2008

Do O Globo

Duas matérias me chamaram a atenção hoje naquele jornal:

A primeira foi a crónica de Cora Ronai sobre o arrastão que sofreu no fim de semana. Mais uma amostra da resignação do carioca frente à criminalidade, que se verifica no seu tom melancólico; já náo há indignação, apenas se agradece sair vivo dessa e se preparar para o próximo embate. Assim se vive no Rio de Janeiro, hoje. A cidade se curte nos intervalos das desgraças.

A outra é a coluna que aparece no setor de opinião, na parte onde escreve Veríssimo aos domingos (desculpem a imprecisão, mas a página do O Globo on line e tão complicada que não dá pra achar nada ali, nem se podem ler as colunas. Estou sem o jornal de papel aqui) É uma crítica ao projeto que exige o diploma para exercer o jornalismo, postura defendida pelos meus amigos do Urgente! e que eu acho, alem de meramente corporativista, empobrecedora. Ela pretende restar talentos, em vez de somar. Escrever num jornal exige responsabilidade, sim, mas isso só pode ser adquirido numa faculdade? Basta pensar quantos grandes jornalistas que nunca fizeram uma aula teórica nos teriamos privado de ler se essa imposição estivesse em vigor desde o começo da atividade. Uma matéria mal elaborada produto do despreparo se corrige com uma desição do editor, ou em ultima instância, do leitor. Pior é que uma boa matéria não seja publicada pela restrição de uma lei.

sábado, 26 de julho de 2008

Blues Brothers


Vamos ir de a pouco comentando sobre as canções e os músicos que aparecem (com exclusividade!)na Radio Caído.

Um dos mais conhecidos do repertorio talvez sejam os Blues Brothers. A banda, liderada pelos atores John Belushi e Dan Aykroid, deriva de um esquete do programa Saturday Night Live, que foi tomando dimensões cada vez mais profissionais (especialmente pela qualidade dos músicos que a integravam), chegando seus shows a serem bastantes populares . Há um filme de 1980 dirigido por John Landis, onde aparecem os grandes nomes do Rythm n Blues, como John Lee Hooker, Aretha Franklin, Ray Charles e muitos, mas muitos mais mesmo. Está até Steven Spielberg, irreconhecivel, e que não figura nos créditos finais.

No Radio Caído está a trilha de som completa, assim como alguns temas do disco Briefcase Full of Blues.

A propósito de John Belushi. Este grande ator,que falecera prematuramente devido a uma overdose em 1982, fez um curta muito curioso para SNL: nele aparece muito idoso, visitando um cemitério onde estão seus colegas enterrados (Chevy Chase, Dan Aykroyd, Bill Murray,etc) e onde se lamenta pelo fato de Deus ter deixado ele vivo e só. Ironia premonitoria. O curta chama-se "Dont Look Back in Anger" e pode ser ver exatamente aqui.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

o que NÃO há em Radio Caido

- pagode
- musica de dj-s (exceptuando Fatboy Slim)
- nada que louve o Senhor
- alguma coisa que você tenha ouvido
- canções de digestão rápida

Painel inteligente

Radio Caido - programação de sexta feira

Madness
Blues Brothers e outros grandes do Rythm and Blues(trilha do filme)
Redonditos de Ricota
Squirrell Nut Zipper
Leonard Coen
Les Luthiers (A Bossa Nostra)
Henry Mancini

quinta-feira, 24 de julho de 2008

RADIO CAIDO EM CAMPOS NO AR!

Agora sim! o que ninguém tinha esperado, nem pedido!

A radio Caido está no ar. Em forma experimental, transmitirá la música mais estranha que tenham ouvido, a partir das 19hs.
Basta clicar no link ao lado, que uma janelinha se abrirá pedindo pra executar o playlist em seu reprodutor de audio (melhor Winamp, WindowsMPlayer não funciona)
Esta noite temos ao Indio Solari, um prócer do rock argentino, com seu ultimo album "Porco Rex".
De segundo prato, a banda inglesa Alabama 3, que faz uma especie de folk-gospel muito dark. Ficaram conhecidos por sua música "Woke up this morning" da serie "Familia Soprano".

Bom apetit!

domingo, 20 de julho de 2008

FONTANARROSA



Há exatamente um ano morria em Rosario o escritor e desenhista Roberto `Negro` Fontanarrosa. Pouco conhecido no Brasil, era surprendentemente querido na Argentina e na América Latina. Tão popular quanto um jogador de futebol ou um musico de rock, Fontanarrosa era um prolifico criador de contos e charges, cujo leque de assuntos ia desde o futebol (seu tema favorito) até parodias de escritores americanos alla Sidney Sheldon: escreveu dois romances acerca das aventuras de um mercenário sirio chamado, justamente, Best Seller. Incrivelmente, não existe nenhum trabalho seu traduzido ao portugués. Um pecado literário que deveria ser consertado para felicidade dos leitores brasileiros.

Os jornais argentinos lembram o aniversario, e embaixo das materias pode se ler os comentários de milhares de pessoas que praticamente repetem a mesma mensagem: se te extraña mucho, Negro...


Como uma pequena homenagem de minha parte, publico aqui embaixo uma tosca tradução do conto "Aforismos de Ernesto Esteban Etchenique" do livro "Nada del Otro Mundo"(Buenos Aires, De la Flor, 1990)

Aforismos de Ernesto Esteban Etchenique

(Extraído de uma matéria da revista "Recua")por R. Fontanarrosa

No rosto de Ernesto Esteban Etchenique sempre habita um sorriso de beatitude. Seu olhar é claro e transparente. E suas mãos, frágeis, parecem desenhar no ar o gesto de uma caricia.

É um homem simples, ao ponto que seria difícil reconhecer nele ao autor de tantas e tantas frases maravilhosas, abundantes de intenção e sabedoria.

Ernesto Esteban Etchenique é, acima de tudo, um homem sensível. Seus olhos se enchem de lágrimas com uma facilidade comovente. O simples fato de contemplar um pôr do sol, o vôo de um pássaro, um ônibus indo embora ou a sombra de um catálogo telefônico sendo projetada numa parede, obtém o milagre, repetido milagre, de embaçar seus olhos e que seus lábios sejam estremecidos perante a iminência do choro.

- As vezes penso que a minha audácia não tem limite- nos sorri, esperto- quando me atrevo a desbravar um gênero que teve mestres como Antonio Porchia e outros. Com meus aforismos, com meus humildes aforismos, com essas despojadas frases que reúno com uma paciência de ourives, não é muito o que pretendo. É minha intenção, apenas, brindar ao meu próximo, ao ser humano, a chave que lhe permita acessar ao Esclarecimento Definitivo. À Verdade Eterna.

Para isso, Ernesto Esteban Etchenique escolheu um dos caminhos mais difíceis e sacrificados: o do cultivo de aforismos. Esse permanente empenho de captar o medular, de resumir em duas palavras, três no máximo, cinco se for necessário, o imenso e complexo sentido da Vida. Essa vocação por construir com o mínimo, asceta da literatura, uma catedral maravilhosa de idéias, de sentires, de mensagens.

- Eu entendo que não é fácil para o leitor médio –reconhece para "Recua" Ernesto Esteban Etchenique- conseguir captar, em frases tão sucintas, tão carentes de enfeites, tão primarias, esse conteúdo que abre janelas, que engrandece horizontes, que gera criação...

Ernesto Esteban Etchenique não consegue prosseguir. Um surto de choro o dobra sobre si mesmo. Compreendemos que não ia ser possível continuar com a entrevista. Não apenas devíamos vencer sua particular introspecção, sua resistência a falar acerca de sua pessoa e sua obra, mas que agora o encontramos comovido diante a emoção que lhe produz a visão das pilhas de nosso gravador. “Lembram, e esquecem que lembram”, nos presenteia.

Devemos buscar novos rumos para nossa matéria e Angelita, sua companheira da vida, sua mulher-namorada-mai, é quem aceita aportar uma anedota que ajudará a que o leitor de “Recua” possa formar uma imagem mais precisa e total de Ernesto Esteban Etchenique.

- Conheci Ernesto numa Féria do Livro – nos conta com uma voz que revela seu sentimento- lá no ano de 1945. Embora ele fosse muito novo, eu já sabia de sua fama e seu talento. Tinha lido algumas matérias dele, pequenos poemas, sonetos, na revista “Albor”. Tinha lido também seus primeiros aforismos, sem saber que eram aforismos: eu achava que eram títulos de livros anteriores. Como desculpa, tem que considerar que era apenas uma garota, não tinha feito 17 anos e os 17 daquela época não eram os 17 de agora. Ainda assim, desafiando minha enorme timidez, juntei coragem, ainda não sei como, e me decidi a lhe falar.
Lembro que utilizei uma desculpa boba: lhe perguntei, fingindo ser redatora de um jornal estudantil, que pensamento, que conclusão lhe deixava a Feira, aquele cenáculo de saber, aquele âmbito de erudição e cultura. Ernesto olhou pra mim, lembro, e por um bom tempo não respondeu. Sem duvida, estava procurando em seu cérebro a frase justa, sem aditamento nenhum; essas poucas palavras que refletissem plenamente uma reflexão precisa de toda aquele universo literário. Recordo que me fez um gesto para que aguardasse, depois pegou um lápis e num pequeno papel escreveu duas palavras, somente duas palavras. Dobrou o papelzinho e, sempre sem dizer nada, me o deu. Fui para minha casa apertando esse papel na mão como se apertasse um tesouro, sem ter coragem de abri-lo. Já na solidão do meu quarto, abri o papelzinho e dizia: “Estou afônico”. Ali entendi que aquele homem maravilhoso precisava de alguém que lhe tricotasse um cachecol.

Aforismos de Ernesto Esteban Etchenique


O pássaro é livre. O seria ainda mais se fosse solteiro.

Um desenho vale mil palavras. E se for de Picasso...

O louro plagia a palavra, mas quem está preso é o canário.

Por muito alta que seja a montanha, não ultrapassa seu próprio cume.

Quem ri por ultimo, da desgraça alheia, ri melhor.

Os meus aforismos são como os bons vinhos, enquanto o tempo passa, vão ficando mais caros.

O aforismo é uma flecha. Parte de minha boca e se crava em teu olho.

Deus aperta mas não afoga nem cai no sadismo.

Uma palavra pode ferir, mas uma martelada é brutal.

A rosa tem espinhas, mas...tem pétalas o atum?

Recriminas ao surdo que não te ouve. Fala mais forte!

Deus apontou-me com o seu dedo, e o enfiou em meu olho!

Ainda te vendo suja e bêbada, me ajoelho e te digo: “Mãe!”

Se acreditas na reencarnação não ri da fealdade do sapo.

O pontapé que me destes...não será uma opinião?

Te daria todas as estrelas, mas teimas por um par de sapatos.

Quanto mais subo, mais baixo. Quanto mais baixo, mais subo. O que ta me acontecendo?

“Não é fácil que um camelo entre ao reino dos Céus” (provérbio árabe).

Quis me conhecer a mim mesmo. Quando me achei, tinha mudado muito.

Aprende-se mais na derrota do que na vitória, mas... prefiro essa ignorância!

Quem nada deseja, é suspeito.

Soube perdoar à mulher adultera. A minha pedra não a atingiu.

O espírito do virtuoso é como um espelho. Olhas nele e podes te pentear.

No mundo há Bondade e Maldade. Justiça e Injustiça. Arvores e tartarugas. Há muitas coisas.

Para o Sábio não existe a riqueza. Para o Virtuoso não existe o poder. E para o Poderoso não existe nem o Sábio nem o Virtuoso.

Aquele que tocou o céu com as mãos... media quanto?

Cometi o pior dos pecados: não fui milionário.

Reparem nesse pato de corre. Reparem naquele cordeiro que pula. Reparem essa cerca que os animais estão fugindo.

Quão superficial é a alegria barulhenta da orgia!

Se você diz que o tens na tua mão...muito pequeno há de ser teu inimigo!

Se quer alcançar a Sabedoria...comece a correr agora!

O tirano admite que o odeiem, mas odeia que riam dele. E ainda mais que lhe joguem uma bomba.

Quanto mais brilhante a luz, maior o gasto.

A última vitima da Guerra disse, ao cair: “Que azar!”

Faz o mal sem olhar pra qual.

A hiena simula rir. Mas não entende as piadas.

Infeliz o mendigo que não conhece o prazer de dar!

O cego, ao se lavar o rosto, se reconhece.

Morrer...Estranha costume!

Consultei o travesseiro e me disse: “consulte um médico”

O humor não deve ser riso. Sim, sorriso. E, se for possível, choro amargo.

O otimista vê a taça meio cheia. O pessimista a vê meio vazia. O bêbado a vê em dobro.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Tenha fé

A Flat Earth Society, sociedade que conta com 3.000 associados, afirma que vivemos num disco plano, com o Polo Norte no centro dele. No perímetro do disco, uma parede de gelo de 45 metros. O Sol e a Lua ficam a uns 4.800km pra cima, e seus diametros tem aproximadamente 52km. Acima deles, a 160km, estão as estrelas. A Terra plana não possui força gravitacional, mas as coisas grudam no chão devido à aceleração do disco, que aparentemente está em movimento devido a uma força residual do Big Bang.

A página da sociedade é essa aqui. E pra quem gosta de acreditar nesse tipo de coisas, mais uns links bem fantasiosos, aqui, aqui e aqui.

Desconectado em Campos

Há um par de semanas atrás, a conexão da Velox começou a ficar muito baixa, e a previsão é que continue assim por mais duas semanas, segundo a própria empresa.

Desde ontem, a Censanet teve uma pane geral e seu serviço está interrompido, pelo menos no que tem a ver com as contas de e-mail que administra.

Como continuar vivendo?

Conheça os candidatos

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Queima de estoque de dvds

O Xacal já o tinha avisado em seu blog: a Play Locadora do Vips Center está fechando e vende toda sua videoteca por R$ 10 cada dvd. Ainda é possivel pegar algumas coisas interessantes, como "Gosto de Sangue" o primeiro filme dos Irmãos Coren (tem várias cópias).

Agora, o melhor já foi embora. Xacal, foi vocë que pegou o filme uruguaio "Whisky"? Pensei que ninguém o ia comprar. Demorei e perdi.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Tô bem.

Mãezinha, não chore

Foi super rápido

Depois dos gritos e dos brilhos, apareci aqui

Sei que está triste, e papai também

Dêem um abraço em Vinicius. Vão ficar melhor

Aqui é muito lindo, e tem um monte de meninos como eu

Já me chamaram para brincar com eles

Ao pique-esconde; ao pega-pega

Fizemos uma corrida, e um menino caiu

E não se machucou nada

Tchau.

sábado, 5 de julho de 2008

Já vi isto em algum lugar...

PRA DANÇAR



A musica de apertura da novela A FAVORITA parece ter gostado a muita gente aqui no Brasil. Vejam o divertido clip original (é uma ordem!), filmado numa estação de trem do Uruguai. O nome do tema é Pa Bailar, de Bajofondo.