segunda-feira, 1 de junho de 2009

Democracia negativa

Graças à amável recomendação de Roberto Moraes, este blog recebeu uma quantidade de visitas impressionante (mais de 50!!!)para ler o post sobre as sugestões para viver melhor em Campos.

Agora é hora de dar o crédito a quem merece: quando fiz as considerações sobre democracia eletrônica e a possibilidade de votar o desempenho dos secretários municipais, estava me lembrando de um artigo de Stephen Kanitz sobre a democracia negativa. Nele, Kanitz sugere adotar o procedimento utilizado pelas sociedades empresarias para escolha de seus diretivos, e especialmente,para a demissão destes. O artigo na integra pode ser lido aqui. Peguei o essencial e o modifiquei a meu gosto.

Para alguns pode ser até perturbador ouvir falar de procedimentos empresariais aplicados na administração pública. Mas não estaria mal que a população começasse a controlar como se proprietaria fosse (e ela é) a forma como seus empregados trabalham.

3 comentários:

Xacal disse...

Sei que não é esse o sentido pretendido por você, pelo menos, imagino isso...

Mas o perigo é que boa parte da população já trata a coisa pública como sua, e não vacila em tirar "vantagens pessoais" dessa relação...

clientelismo, o empreguismo e o populismo são expressões desse tratamento da coisa púyblica como extensão de negócios privados...

o desafio é o caminho inverso: tratar a coisa pública como tal, ou seja, com um bem da coletividade...

a saída é sempre despertar esse senso de impessoalidade no trato do Erário, e não o contrário...

outro aspecto que julgo complicado é a tentativa de associar boa governança com iniciativa privada...os últimos tempos nos "últimos templos" da "excelência privada" já demonstraram que não há um monopólio das virtudes em nenhuma esfera da sociedade...

obrigado pela possibilidade do debate...

um abraço...

Gustavo Alejandro Oviedo disse...

Xacal, se a crise americana mostrou que a iniciativa privada não foi virtuosa em alguns casos, pode se afirmar que a iniciativa pública, por regra, quase nunca o é (pelo menos nas nossas latitudes).

Em relação ao que escreveu no começo, coincido no que disse acerca da apropriação da coisa pública, e não vejo como isso discorda das propostas que apresentei. Tem que considerar que o problema aqui é como fazemos para que aqueles que administram o que é de todos possam ser controlados de maneira mais eficaz pela população. Que a sociedade trate a coisa pública como dela não é o problema, é a solução.

Xacal disse...

ok, meu caro...temos um acordo...

o problema não é se é público ou se é privado, é a quem serve: se a coletividade ou a uma pluralidade de interesses privados...

e isso, não tem jeito: é antes de tudo, uma opção política...

um abraço...