Você, amigo telespectador, fala mal da TV brasileira porque nunca viu a TV da Argentina. A TV do meu país é toda (toda mesmo) como se fosse um Domingo Legal que durasse 24h. Algo assim como se o pessoal do Pânico fizesse os telejornais, os programas de fofocas e as novelas.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
LASCIATE OGNI SPERANZA, VOI CH'ENTRATE
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Humilde sugestão para vereadores(as)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Oba! O vereador lê o nosso blog!
Banho de sol aumenta libido masculina, sugere estudo
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

TOMAS ELOY MARTINEZ
"Que venha o Manco Ansalde- ordenou- Quero ele aqui, agora.
As portas que estavam detrás da Senhora abriram-se na hora, revelando um deposito onde se acumulavam bicicletas, geladeiras e vestidos de noiva. Dentre as caixas, avançou um homem magro e desajeitado, com as veias da testa tão dilatadas que parecia um mapa do sistema circulatório. As pernas se abriam formando um oval perfeito. Estava pálido, como se o levassem à forca.
- Você tirou a casa desta pobre mulher- afirmou Evita.
-Não, Senhora –disse o Manco- Dei a ela um apartamento menor. Ela é sozinha e tinha três quartos. Eu tenho cinco filhos que dormiam amontoados na sala. Paguei-lhe a mudança. Ajeitei-lhe os móveis. Infelizmente quebrei uma cadeira de vime, mas no mesmo dia lhe comprei outra.
-Você não tinha esse direito - disse Evita. Não pediu permissão a ninguém.
-Por favor, Senhora, me perdoe.
-Quem te deu a casa que você tinha?
-A senhora é quem me deu.
-Eu te dei, e agora vou tirar. Devolve agora mesmo o apartamento à companheira e coloca todas as coisas onde estavam.
-E eu vou aonde, Senhora?- o Manco olhou para a multidão em busca de solidariedade. Ninguém abriu a boca.
-Você vá à merda, de onde nunca devia ter saído - disse Ela-. O próximo.
A mulher se ajoelhou pra beijar as mãos de Evita, mas Ela as afastou com impaciência. Parado junto à porta do deposito, o Manco Ansalde não queria ir embora. As borboletas do choro lhe invadiram o rosto, mas a vergonha e a incerteza não as deixaram sair.
-Um dos meus filhos tem bronquite – suplicou-. Como vou tirá-lo da cama?
- Chega- disse Evita-. Você sabia em que estava se metendo. Agora deve saber como sair."
SANTA EVITA - 1995
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Acerca da novela do IPTU campista I: a declaração que gostariamos de ver
Acerca da novela do IPTU campista II: Esse povo não lê, não?
Isso é provocar
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
SEM QUERER ESTRAGAR AS FÉRIAS DE NINGUÉM...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Do preconceito à admiração
Quintin (apelido de Eduardo Antin) é uma figura interesantíssima dentro da blogosfera argentina. Foi fundador da revista de cinema “El Amante” e diretor do Festival de Cinema Independente de Buenos Aires. Já citei algumas críticas dele, como aquela acerca de “Tropa de Elite” onde arrebenta (com razão) o filme de Padilha.
“Na matéria de Beatriz Sarlo que comentamos dias atrás fala-se de Chico Buarque como um autor importante que é lido por um público minoritário. Sarlo fala ‘dos notáveis romances de Chico Buarque’ e quando li isso não acreditei. Tem muita gente que elogia o brasileiro sem medida: de Eduardo Duhalde até os inúmeros (e insuportáveis) seguidores de Caetano Veloso. Só falta agora que Chico Buarque seja um grande escritor, pensei. Não que tenha a priori nada contra o Chico Buarque, acontece apenas que forma parte dessa massa indistinta que é, na minha opinião, a música popular brasileira, na qual apenas consigo distinguir João Gilberto dos outros. É verdade que o meu caso é de preconceito total, preconceito e ignorância, mas de repente lembrei que tinha um romance de Buarque na biblioteca:Budapeste (2003). Lembrei também que uma vez alguém confiável me indicou o romance, indicação que suspeitei pelas razões já expostas. Apenas cheguei a comprar o livro e lá o deixei.
[...] chegamos ao Buarque escritor, que já desde a orelha do livro nos olha com empáfia e vestindo um suéter de gola. O que faz um carioca com um suéter de gola? Continua exilado o Buarque? O problema é que o cara ri com esse ar de presunção porque Budapeste é um romance incrível, de um escritor que apenas pode ser descrito como magistral.”
[...]Há muito mais
A matéria completa de Quintín, em espanhol, está aqui.




